domingo, 21 de julho de 2013

Dói, e parece que nunca mais vai passar. Você não dorme, não come. E até respirar, que era pra ser algo simples, passa a ser trabalhoso com o peito sempre cheio e dolorido. O Sol parece estar mais fraco, e as flores não são tão coloridas mais. Você dorme chorando de saudade, e acorda com o coração dilacerado sentindo a falta. Você quer ligar, as vezes faz um brigadeiro e esquece. Outras vezes apenas... liga. Liga e fala do tempo. Escuta da faculdade, do futebol. Com a voz receptiva, mas com as lágrimas caindo em silencio. É como se faltasse um pedaço seu, justamente aquele pedaço que te deixa sem vontades de ao menos sair da cama.


Dói, e parece que nunca mais vai passar. Mas um dia simplesmente, passa.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pode Parecer Exagero da Minha Parte Pra Algumas Pessoas

Pode parecer exagero da minha parte pra algumas pessoas, mas acredito que elas não sabem como é esperar por algo a vida inteira, e ter apenas uma linha tênue te separando da realização. Acho que elas nunca desejaram algo a ponto de não conseguir respirar, não conseguir dormir. A ponto de não conseguir viver. É estranho tentar explicar.  
Eu desde criança sempre colocava meus familiares sentados no sofá, enquanto apresentava pra eles aquela performance que eu havia preparado a tarde inteira, onde eu tinha escolhido (por mais brega que fosse) todo o figurino e trilha sonora. E naquele momento, eu era a pessoa mais feliz e talentosa do mundo. Desde pequena, eu me imaginei na televisão. Mas claro, toda criança se imagina na televisão. Certo? E é por isso, que todo mundo imaginou que essa “loucura”, um dia ia passar.
Me lembro como se fosse hoje a primeira peça de teatro que eu vi. Falava sobre avareza, e pessoas ruins que tentam passar a perna em outras pra se dar bem. Sentei bem pertinho do palco, nas escadas mesmo. Passei aquela uma hora e meia quase sem piscar, pra não perder nenhum detalhe. E a cada surpresa, meu coração acelerava, e acompanhada de um sorriso enorme, que permaneceu até o fim do espetáculo. Fui a primeira a levantar, e bati palmas como se a minha vida dependesse delas. Quando a cortina enfim de fechou, senti um contentamento, e um calor diferente na alma. Eu tinha 5 anos de idade, e decidi naquele momento o que queria fazer pro resto da vida.
Eu queria então ser ATRIZ. Pro terror do meu pai, que é de uma obsessão quase fora do normal por dinheiro e cargos de prestigio. O sonho dele sempre foi que eu fizesse Veterinária. Nada contra a profissão. Mas cá entre nós, eu nunca tive vocação. Não culpo ele, afinal de contas a gente deve sim pensar no futuro, nunca se sabe como vamos estar daqui 10, ou 15 anos. E se arriscar, é pra poucos. E foi isso que me segurou durante muito tempo.
Depois de muito pensar. Depois de muito analisar várias profissões, voltei à estaca zero. De onde nunca devia ter saído, diga-se de passagem. E o teatro voltou como um raio pra minha vida. Decidi dessa vez dar ouvidos a ele, e vinte anos depois daquele primeiro contato com a quinta arte. Estou eu, a alguns dias de fazer a tão temida prova de ‘habilidades especificas’. Onde vou ser avaliada naquilo que mais amo na vida. Por mais que confie no meu talento, e no que sou capaz. Bate um medo, aquele medo de dar tudo errado. 
Pode parecer exagero da minha parte pra algumas pessoas, mas quando penso nisso, nessa prova, me vem uma onda de desespero e alegria. E quando me imagino enfim na faculdade, me sinto uma boba com os olhos marejados. Bom. Pode parecer exagero da minha parte pra algumas pessoas... mas não é todo dia que realizamos nossos sonhos de criança.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Comprometimento


Existem atitudes que nos irritam muito. Nós, seres humanos, somos altamente irritáveis. Por vezes chega a fica quase impossível conviver com alguém, que faz dessas atitudes um costume. O que se torna algo deselegante, e até mesmo grosseiro. Sei que vocês irão concordar comigo.
Acredito que ao marcar um compromisso dois quesitos devem ser levados em consideração. Em primeiro lugar. Tenha certeza de que nada irá atrapalhar essa decisão. A menos que ocorra um imprevisto, você vai estar na hora e no lugar marcado. Sem desculpas. Em segundo lugar. Caso aconteça o tal imprevisto. Ligue, mande e-mail, telegrama, sinal de fumaça, pombo correio. Mas avise o mais cedo possível.
Antes de dar o bolo em alguém, você deve colocar a mão na consciência e analisar se você gostaria que fizessem isso contigo. E então perceber que a tal pessoa não vive em sua função, pra fazer as coisas como e quando você quer. Ela pode estar contando com o seu comprometimento. Então pensa antes de responder um sim desenfreado. Analise na sua agenda, e perceba se não vai ocorrer nenhum evento mais importante, ou até mais interessante que um filme nacional. Se não quer ir, não vá. Melhor. Não diga que irá. Apenas responda não, quando o convite surgir. Simples assim.
É claro que imprevistos acontecem, e todo mundo sabe disso. Mas hoje em dia com essa tecnologia toda, não há desculpas pra não avisar com antecedência que pegou caxumba da sua priminha de três anos. Você deve sim uma satisfação. O mínimo a ser feito, é se desculpar. Feio é deixar as pessoas na mão sem motivo. Se explique. Mas não minta. A mentira torna tudo mais sujo e feio.
Na primeira oportunidade que tiver. Se redima. Faça diferente. Não adianta nada se desculpar, e fazer tudo de novo. Isso pode tornar a relação de vocês (seja lá qual for), muito desgastada. E em alguns casos, a relação pode até deixar de existir. Fora a sua credibilidade, que será fortemente abalada. E ninguém quer ser mal visto. Certo? Eu espero que sim.
Acho que hoje em dia as pessoas estão egoístas demais pra levar a sério algum compromisso informal. Se não é de trabalho, não tem problema não comparecer. O que me deixa muito triste. Afinal de contas. O descaso com as pessoas é algo tão grande, tão visível. E o mundo parece não se importar. Não é legal deixar uma pessoa na mão. Não é bonito, e não faz bem. Não sei viu. Ou eu estou convivendo com as pessoas erradas, ou é o mundo que tá todo errado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sou chata e indecisa. Na hora que eu quero algo, me vem uma onda e eu já não quero mais. Gosto, e não gosto. Sou um turbilhão de pensamentos, de sentimentos, de inconstâncias e loucuras. Intensa até não fazendo nada. Insuportável se eu quiser, e um amor se me der vontade. Pode ser um inferno conviver comigo, mas pode ser simples como uma chuva de verão. Educada de berço, e grossa por inspiração. E sabe o que não faz sentido? As pessoas gostarem.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O Sotaque Das Mineiras

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo ficou de fora? Porque, Deus, que sotaque!

Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque. Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar").

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz de direito, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço.

Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?". Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.

Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: “Mexe com isso não, sô” (leia-se: sai dessa, é fria, etc). O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. “Sôcê” (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: “Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.” Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase.  É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, "olá, me escutem, por favor". É a última instância antes de jogar um pão de queijo
na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "pêxonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu pêxonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas "com" alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de "bonitim",  "fechadim", e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca. Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira.  Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas.

No supermercado, não faz muitas compras, ele compra "um tanto de côsa". O supermercado não estará lotado, ele terá "um tanto de gente". Se a fila do caixa não anda, é porque está "agarrando" (aliás, "garrando") lá na frente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: “Ai, gente, que dó.” É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom vai dizer: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do "tanto debom" que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Capaz... Se você propõe algo e ela diz: capaz!!! Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer: "ce acha que eu faço isso?", com algumas toneladas de ironia... Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "Ô dó dôcê". Entendeu? Não? Deixa para lá.

É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:- “Ah, nem...”. O que significa? Significa amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "Nem...". Ainda não entendeu? Uai, nem é nem.

Leitor, você é meio burrinho ou é impressão? A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade... Tem tantos outros...

O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: Ah, fui lá comprar umas coisas. “Ques côsa?”- ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que. 

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: “Ele pôs a culpa "ni mim".”

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "prôcupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim.

A fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o "tchau" em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau procê", "tchau procês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. Então...


¹ Carlos Drummond de Andrade









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[1] Em tempo, de acordo com pesquisa feita pelo escritor, tradutor, linguista e professor, Marcos Bagno, o texto acima atribuído a Drummond é apócrifo, não foi de fato escrito pelo grande poeta mineiro. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Aquela

Eu sou aquela que saiu de casa e mudou de cidade aos 21 anos pra dar seus passos sozinha. E hoje aos 24, mesmo ainda achando tudo muito complicado entende que a independência é a melhor coisa da vida.
Aquela que gosta de filmes, músicas, teatro, livros, fotografias, desenhos e cinema, eterna apaixonada pela arte e que vê encanto em tudo que existe.
Aquela que gosta de jeans, camiseta e all star, que usa chapinha, mas que foi obrigada a gostar dos cabelos ao natural, que parou de roer as unhas e se sente orgulhosa por isso.
Aquela que é intensa em tudo que faz, que vive as vezes por viver e outras tantas vezes pra viver, que ama os amigos que tem.
Aquela que nem sempre diz o que pensa e que pensa demais, que chora com filmes e livros, e que não viveria sem esse sentimentalismo bobo e barato.
Eu sou aquela que é viciada em chiclete de menta, chocolate, doce de banana, e coca-cola. Que prefere um abraço carinhoso a um beijo mal dado.
Aquela que muitas vezes se sente perdida, mas sempre acaba se encontrando, que não se acha linda e fica desconcertada com elogios.
Aquela que não tem uma banda preferida e que aprecia músicas de qualidade, que gosta de assistir TV, mas sempre acha que não passa nada de interessante na televisão.
Eu sou aquela que tem sonhos, alguns foram guardados na gaveta, mas nunca esquecidos, e outros são o motivo da sua existência.
Aquela meio confusa pra quem vê, mas simples pra quem conhece. Que não fala com qualquer um sobre a vida pessoal, mas que não sabe o que faria sem os bons amigos pra desabafar.
Aquela estressadinha que se acha invocadinha, que fica um capeta na TPM, e que tem um gênio muito complexo e de difícil convivência.
Aquela lerda que entende as coisas depois de alguns minutos e sempre se mata de rir sozinha quando percebe que a piada era de fato muito boa.
Eu sou aquela que tem preguiça de acordar cedo pra ir trabalhar, e que adora os Domingos e feriados nas Segundas-Feiras.
Aquela fulana, amada por muitos e odiada por tantos outros, que já se importou com o que os outros pensam, mas que hoje convive bem com isso.
Aquela menina mulher, que não aparenta ter a idade que tem, que gosta de coisas fofas, bichinhos gordinhos e que sonha em se casar.

Sou mãe, sou filha, amiga, namorada e pensante.
Sou boa, ruim, educada, estressada.
Sou forte, sou fraca, vulnerável ou uma fortaleza.
Sou menina, sou mulher.
Sou fogo, sou brasa, água, gelo e fumaça.
Afável, ácida, agridoce.
Alice, Dorothy, Tereza, Joana, Clarice, Florbela, Tarsila, Fernanda, Marilyn, Audrey, Frida, Coco... Amelie.
Sou a menina que roubava livros. A garota do pijama listrado. Sou uma fortaleza digital, um ponto de impacto. O símbolo perdido.

Sou a doçura do pequeno príncipe e a força da Anne Frank.

Ex fumante, sagitariana, apaixonada e feliz.

Sou aquela que sabe o quanto ser gente grande da trabalho. Mas que apesar de toda a trabalheira, tem suas recompensas. Afinal de contas, tem coisas que o dinheiro realmente não compra, mas pra todas as outras, sempre vai existir o tal do MasterCard.

domingo, 3 de abril de 2011

Intensidade De Sentimentos

Uma vez escrevi sobre o grande problema de ser intensa demais. Aleguei que assim o sofrimento torna-se demasiadamente grande. Hoje mais velha ainda penso que este é o grande problema da intensidade de sentimentos, porem, não é o unico.
As vezes não se consegue pensar. Os atos começam a ter vida própria e você não tem vontade de nada. Ver as pessoas é luxo. Mas ao mesmo tempo você quer gritar pra ver se assim sai algo preso da garganta. Você tem medo. Você sente um vazio preenchido por dor.
Suas noites ficam cada vez mais longas e o sono torna-se seu inimigo. Parece que nunca mais vai aparecer. Enquanto você sente suas forças diminuirem a cada momento, percebe que nem chorar você consegue mais.
A mente cheia de perguntas e pórens parece vazia. E é nesse momento que você busca refugio. Eu simplesmente escrevo. Escrevo cartas que nunca vou mandar e histórias que ninguém vai ler. Escrevo pra mim. Por mim. O sofrimento demasiadamente grande, simplesmente me leva a escrever.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Há solidão. Há tristeza. Há saudade. Há beleza.

Porque às vezes a gente acorda achando o mundo meio indiferente, às vezes sentimos que tudo e todos simplesmente te viraram as costas. Fica tudo escuro e você mal tem vontade de levantar da cama.
Quando isso acontece te deixa completamente sem esperanças na vida, e você passa a desacreditar em tudo, esquece seus sonhos, afinal as coisas nunca dão certo pra você, pra que acreditar, não é mesmo?
Se olhar no espelho é luxo, você não quer simplesmente ter que fitar seus olhos desacreditados, e ver sua imagem patética, por isso não penteia os cabelos, não escova os dentes e fica jogada a Deus dará.
Creio que hoje é um desses dias pra mim. E enquanto vejo o mundo monocromático, só tenho vontade de dormir, pra ver se nos meus sonhos tudo fica bem no final.

sábado, 29 de maio de 2010

É como um filme dramático e perturbador. Como uma das novelas tão peculiares do ‘Maneco’, ou uma tragédia Shakespereana. É como um suéter de lã vindo diretamente dos Alpes suíços no calor carioca. É como uma música melancólica e inadequada, ou um livro inquietante de cabeceira. É como entender que o 'tudo fica bem no final', é bastante relativo.

domingo, 23 de maio de 2010

Como qualquer outro mortal, eu também erro, também caio, também tenho medos, sonhos, anseios, metas, frustrações. Também sinto raiva, falo nomes feios, e conto piadas ruins. Eu também me apaixono, me jogo de cabeça e conseqüentemente pago por isso. Como qualquer outro mortal, eu também sofro e sorrio querendo chorar.

domingo, 12 de abril de 2009

Intensidade

“Como fosse um par que nessa valsa triste
se desenvolvesse ao som dos bandolins.”

O problema de ser intensa demais é que o sofrimento é demasiadamente doloroso. Dizem por ai que as pessoas intensas são mais felizes, mas eu com certeza se pudesse escolher, escolheria ser mais desligada de certas coisas.
Não sei se penso que é coisa da minha cabeça por culpa da minha insegurança e medo, ou se simplesmente tá tudo indo de frio a gelado. Eu geralmente prefiro pensar que é coisa da minha mente fértil, mas dessa vez, confesso que não tá funcionando muito bem.
Meu maior medo de amar era sofrer por isso, afinal a dor de amor machuca demais. E hoje tendo certeza do que realmente sinto fica complicado colocar o corpo e o psicológico em ordem, e pensar que não tem nada haver, e que a mensagem que não chega tem uma explicação.
Fora de casa com os amigos da pra enganar bem os pensamentos, mas ao chegar em casa aquilo cai como um peso de uma tonelada na sua cabeça, e é ai que a coisa realmente complica.
Sinceramente não entendo muito bem o que quis dizer, mas sei que não tá tudo bem comigo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tenho Dito

"Do lugar da onde despenquei, feito um anjo que morreu de raiva
Na queda eu me despedacei, mas eu já me permito mudar."

Ou você me ama ou você me odeia, comigo não tem esse papinho de meio termo. Se me amar, ótimo, pode ter certeza que se eu for com a sua cara, um dia irei retribuir o carinho de alguma forma. Mas se você me odeia, mesmo que eu te ame, eu irei retribuir o sentimento. A mesma mão que acaricia também pode machucar.
Não faço a minima questão de agir e escolher com intuito de agradar alguém, a única coisa que faço é ser eu mesma, doa a quem doer, custe o que custar.
Máscaras caem e dão mais trabalho que mostrar a verdadeira face, dou meus deslizes de vez enquando mas não deixo de pagar por isso, afinal, as decisões são minhas, mas as consequências, por consequência também são.
E não pense que porque eu te estendi a mão uma vez vou fazer isso sempre, espero que as pessoas sejam como eu e paguem pelos erros e escolhas mal feitas.
Os incomodados que se mudem, porque na verdade eu estou aqui pra incomodar. Não me rebaixo nem me humilho mais por nada nem ninguém, eu sou mais que tudo isso.
Ninguém nunca disse que viver seria fácil, mas aprendi que posso parar de complicar. Eu escolhi assim, e querendo ou não, é assim que vai ser. Eu dito as regras da minha vida. Não está satisfeito? A porta da rua é a serventia da casa.

E tenho dito.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Como a chuva

Na janela da cozinha sentia o vento de chuva típico de Novembro invadir meu corpo deixando meus cabelos completamente bagunçados e em mim um estado extremo de bem estar. Enquanto sentia o cheiro único que a chuva deixa e me permitia curtir aquele momento de paz em dias tão turbulentos, consegui colocar um pouco as idéias e ordem, e chegar a algumas conclusões.
Percebi que sou como a chuva, posso ser forte e avassaladora, com grandes ventanias raios e trovões aterrorizantes. Posso ser uma chuva gostosa de tomar, que proporciona aquela sensação de liberdade quando as gostas tocam o corpo, sem muitos raios e trovões, mais que dura horas e horas. Como também posso ser uma chuva de verão, aquela que você não sabe se vai ser cheia de raios e trovões, ou apenas proporcionar uma sensação gostosa, mais que vem tão rápido quanto vai.
Por isso você tem duas alternativas, ou você reclama porque está chovendo, ou você aproveita e curte cada gota que cai. A vida é feita de escolhas, e quem está na chuva é pra se molhar!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pura nostalgia

Estou em um momento de pura nostalgia barata, pensamentos e sentimentos moribundos invadem meu ser e me deixam sem saber o que fazer, pensar, ou até mesmo como agir.
O passado é algo estranho na minha vida, não consigo simplesmente deixar ele pra trás e seguir em frente, sempre tenho que me arrepender de algo que fiz ou de alguém que deixei.
Então sofro calada por alguém que eu já fui tudo um dia, e quando dou por mim, nem se quer lembra da minha existência mais. Vejo isso se repetir a cada dia e ao invés de relutar pra que seja tudo diferente, deixo o coração falar mais alto e simplesmente parto, deixando uma vida para trás.
Acho que o dia que eu conseguir viver no presente meu passado vai ficar enterrado como os passados devem ser, mais até lá, fico aqui me martirizando e pensando como as coisas teriam sido se eu não tivesse simplesmente desistido de tudo.

sábado, 29 de março de 2008

Eu não entendo

Não é difícil fazer outra pessoa feliz, não precisa de muito esforço, não precisa ficar quebrando a cabeça, ou se matando pensando no que fazer. São coisinhas do dia a dia, que no final fazem total diferença, a verdadeira felicidade consiste em pequenas coisas, a principio banais, mais aos olhos de quem ama, são o mundo, afinal nada explica a sensação de ser amada, especial, importante na vida de alguém.
Basta, uma mensagem do nada no celular, somente pra dizer o que sentes, uma ligação inesperada no meio da madrugada só pra ouvir aquela voz singular, é quando você sente saudade e liga pra pessoa amada pra dizer isso, e contar como é chato cada segundo quando ela não está do seu lado, é uma rosa roubada no jardim do vizinho chato(que depois vai virar grandes gargalhadas quando você contar o apuros que passou pra pegá-la), é deixar algo escrito naquele caderno que vai ser aberto em casa, é aquele abraço de supetão, aquele beijo no meio de uma briga, aquele sorriso ao vê-la, aquela visita naquele dia chuvoso em que ela não consegue levantar da cama por cólica, e que vocês ficam juntinhos vendo um filme, é aquele eu te amo que você diz no ouvido. São surpresas cotidianas, são conquistas diárias.
Existem tantas coisas tão simples na vida, não entendo porque as pessoas insistem tanto em complicar tudo. Sinceramente, eu não entendo.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

O pra sempre, sempre acaba

"Nem desistir nem tentar, agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa."

Como já dizia Renato Russo naquela canção, "o pra sempre, sempre acaba" e é incrível como algo que era intocável, inquebrável, inatingível, a única coisa que eu acreditava profundamente que seria pra sempre, simplesmente está virando pó, e o que resta é só a esperança de tudo se acertar no futuro, porque no presente minha decisão está tomada, ao menos por enquanto.
Essa foi uma semana complicada. É muito triste esperar a semana toda por um telefonema e ele não surgir, dói esperar explicações que não chegam. Tinha certos momentos que eu mesma queria ligar e cobrar, e xingar, e gritar: "hey você me deve explicações", mais não era eu a errada, não era eu que deveria procurar. Isso não é orgulho, mais tô sentindo tanto com tudo isso, essa ausência machuca tanto, que não achei justo comigo mesma procurar, já procurei tantas vezes. Tem horas que a gente sente necessidade de que alguém nos procure, e nesse caso eu queria só um sinal de: "eu me importo com você, e eu sinto sua falta!" Porque pra uma pessoa se sentir importante você não pode simplesmente dizer, você tem que provar. E infelizmente acho que você tá ocupada demais provando outras coisas pra outras pessoas.
Fico triste em ver como destino está traçando nossos caminhos, não era pra ser assim, não era mesmo. E nossa viajem?! E nossa casa?! E nossos planos?! Simplesmente estão sendo deixados ao vento?! Mais eu me pergunto, será que é mesmo o destino que está fazendo isso?! E muitas vezes chego a conclusão que, não, que a situação está assim porque fugiu do controle, eu fiz minha parte, eu avisei, agora as conseqüências são suas. Não vou dizer que está sendo fácil pra mim até porque não seria tão falsa a tal ponto, mais aprendi que muitas vezes é preciso sofrer pra entender as coisas, e quem sabe o sofrimento me ensina a ser alguém mais fria quando se trata de você.
Sei que tenho muito que aprender, mais você também tem, e mais ainda, você tem que aprender que não saber dividir, e não saber estipular prioridades faz a gente perde muitas coisas de valor. E você tem que aprender também que você é livre, e que você pode tomar decisões sem que ninguém intrometa no meio ou dê palpite, que você pode fazer o que quiser sem se importar com o que vão achar, mais cuidado, uma decisão trás conseqüências, e assim como a decisão é só sua, as conseqüências também.
Vou me afastar sim, por escolha minha. Mais quero que você saiba, que todas as promessas que te fiz até hoje eu vou cumprir até meu ultimo dia de vida, que eu vou estar aqui caso você se sinta sozinha e não tenha ninguém pra conversar, e que nada nesse mundo vai mudar o amor que eu sinto por você. Mais tava na hora mesmo de cortar o cordão umbilical, e eu espero que tudo acabe como deve acabar, mais que fique tudo bem no final.
Tem uma coisa que aprendi com os "tombos" que levei, ao qual me agarro sempre que tenho que passar por algo difícil. Eu aprendi que, não é o amor, nem o tempo que cura as coisas, quem cura de verdade é a sua força de vontade com os tombos e as voltas que a vida da, então acredite sempre que por mais difícil que seja algo, a vida vai te ajudar a superar, ninguém nunca disse que seria fácil, mais te digo, impossível também não é.

E nunca se esqueça que vou estar contigo mesmo não estando ao seu lado.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Eu Vou

Era inverno em uma noite tipicamente fria, eu estava em casa jogada a solidão, vendo um filme que passava na tv ao qual me deixava em um estado profundo de tédio.
Enquanto minha cabeça dava voltas olhei pra tv e vi a mocinha rebelde pegar um avião rumo ao seu amado, nesse momento minha cabeça que estava obsoleta se voltou pra um só pensamento, eu me senti perdida, mais acomodada ao mesmo tempo.
O vento que antes me fazia sentir frio agora me proporcionava um bem estar incrível, eu estava aparentemente tranqüila mais me sentia completamente perturbada. Então acendi um cigarro e entre tragadas e pensamentos eu tentava me achar em meio toda aquela perturbação.
O cigarro então acabou aquilo foi como uma luz e enfim tomei uma decisão, “EU VOU”, gritei aos quatro ventos, então arrumei minhas coisas e fui, rumo a você, como a mocinha rebelde do filme.
O avião tinha cheiro de liberdade e essa decisão tinha gosto de dever cumprido. Assim que cheguei no meu tão sonhado destino, meu coração parecia bateria de escola de samba. Eu não conseguia colocar as idéias em ordem e de cabeça baixa fui pensando em tudo que estava acontecendo.
Quando olhei pra cima, lá estava você. E eu que pensava que meu coração não podia ficar mais acelerado, agora quase saia pela boca. Meu único pensamento foi correr, e corri, como jamais havia corrido na vida.
Abraçar-te sempre foi o que eu mais desejei durante todos esses anos, mais nesse momento o que eu mais queria era chegar perto de você.
Quando enfim conseguimos ficar frente a frente, tudo desabou e eu acordei chorando!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Infância x Adolescencia

Quando a gente é criança a gente sonha em crescer, pra ser como nossos pais e poder fazer o que quiser sem ter que ter a mãe o tempo todo atrás brigando com a gente o dia todo, mais dai quando a gente cresce sonha em voltar a ser criança pra perder menos tempo querendo crescer pra ser como nossos pais e aproveitando a melhor fase da vida, a infância.
Eu me lembro que quando era criança eu brincava o dia todo na rua com meus amigos e não tinha preocupação nenhuma da vida a não ser procurar onde meus amigos se escondiam, ou me desviar de uma bola que era arremessada de um lado do outro do campo e de correr pra tentar salvar uma bandeira que na verdade era um galho de uma árvore que ficava no time adversário. Não tinha internet, nem nada virtual o lance era a famosa carta. Eu voltava pra casa à noite e via tv com a minha mãe. Sim minha vida era perfeita e eu ainda assim perdia tempo me preocupando com assuntos que nem eram meus. Eu queria ser como uma prima mais velha que eu, eu olhava ela se arrumando e indo sair com as amigas e pensava: "Um dia vou ser assim, e quero ser linda como ela!". Iamos eu e meus primos fazer piquenique, sentavamos na toalha xadrez e riamos muito, muitas vezes de coisas bestas que não tinham sentido algum aparente, mais que pra gente era mais que suficiente pra render muitas, mais muitas risadas verdadeiras e intensas. Eu achava a adolescencia algo tão distante, alguém de 20 anos pra mim era alguém extremamente velho. Quando se é criança vc se acha forte e acha que quando crescer vai ser um adulto que vai conseguir resolver os problemas da vida, facil facil. Meu mundo era cor-de-rosa mais eu insistia em ver ele de outra cor... por simples capricho, talvez.
Hoje minhas peocupações vão além de procurar onde meus amigos se escondem, a não ser procurar eu mesma que às vezes me perco e às vezes da vontade de me esconder e esperar que alguém me procure, mais sei que se me esconder, corro o risco de ninguém procurar, minhas preocupações não são simplesmente me desviar de uma bola que é arremessada e sim me desviar das pessoas que tentam mais que tudo atrapalhar a minha vida, meus planos, meus sonhos... me desviar da inveja, ignorância e estupidez humana, minha vida e meus problemas não são tentar salvar uma bandeira que na verdade é um galho de árvore, e sim tentar salvar a minha pele, meus princípios nessa terra de gigantes, onde é cobra comendo cobra o dia todo. A internet hoje é o point e todo mundo manda e-mail, cartão vistal e eu sou mais uma escrava desse vicio compulsivo. Eu não volto pra casa de noite pra ver tv com minha mãe, minha mãe nem comigo está mais e minha familia não costuma ver tv todos juntos, é cada um no seu canto vendo tv, eu não volto pra casa à noite, geralmente a noite to saindo de casa pra estudar ou pra sair com meus amigos como minha prima fazia naquela época que eu queria ser como ela, e hoje sou linda tanto quanto ou até mais que ela era na época e não consigo ver nisso o glamour que eu via quando era menor. Meus primos eu nem falo mais, nem sei como estão... soube a tempos que a namorada de um deles estava gravida, e hoje eu nem fui ver meu priminho que nasceu, é estranho ver essa distancia toda, é como se não morassemos na msm cidade. A adolescencia pra mim passou a ser vivida e a frase: "É da idade, isso passa!" nunca esteve tão presente como nesses ultimos anos. Com quase 20 anos vejo que 20 anos num é nada em vista de tudo que eu tenho pra viver ainda, e não me sinto velha nem me vejo como tal, sei que tenho mto o que aprender ainda com a vida. Agora que cresci, vejo que estava totalmente equivocada e hoje sim entendo o verdadeiro significado da palavra problema. Hoje com meu mundo nessa cor-de-burro-fugido eu às vezes paro e sonho que meu mundo é cor-de-rosa.
Mais apesar de tudo isso, eu agradeço muito... pq a minha foi a ultima geração a conseguir ser feliz de verdade, e poder ficar até de noite na rua sem se preocupar com nada a não ser procurar onde os se escondiam os amigos, ou desviar de uma bola que era arremessada de um lado do outro do campo e de correr pra tentar salvar uma bandeira que na verdade era um galho de uma árvore que ficava no time adversário!

terça-feira, 10 de abril de 2007

O começo...

Muitas vezes em minha vida começei coisas com tanta vontade que achei que seriam eternas e não levei adiante, e outras tantas vezes que começei outras coisas sem vontade nenhuma e fui até o fim, já começei por começar e já começei pra começar... e esse blog não sei como vai ser, estou simplesmente começando... justamente por estar precisando de um lugar pra descarregar minhas angustias, minhas alegrias... futeis ou não, as vezes ter algo nosso é bom, então posso ir adiante ou posso parar com ele na semana que vem, não sei... só sei que o começo é hoje, mais o fim... só Deus sabe!