sábado, 29 de maio de 2010

É como um filme dramático e perturbador. Como uma das novelas tão peculiares do ‘Maneco’, ou uma tragédia Shakespereana. É como um suéter de lã vindo diretamente dos Alpes suíços no calor carioca. É como uma música melancólica e inadequada, ou um livro inquietante de cabeceira. É como entender que o 'tudo fica bem no final', é bastante relativo.

domingo, 23 de maio de 2010

Como qualquer outro mortal, eu também erro, também caio, também tenho medos, sonhos, anseios, metas, frustrações. Também sinto raiva, falo nomes feios, e conto piadas ruins. Eu também me apaixono, me jogo de cabeça e conseqüentemente pago por isso. Como qualquer outro mortal, eu também sofro e sorrio querendo chorar.

domingo, 12 de abril de 2009

Intensidade

“Como fosse um par que nessa valsa triste
se desenvolvesse ao som dos bandolins.”

O problema de ser intensa demais é que o sofrimento é demasiadamente doloroso. Dizem por ai que as pessoas intensas são mais felizes, mas eu com certeza se pudesse escolher, escolheria ser mais desligada de certas coisas.
Não sei se penso que é coisa da minha cabeça por culpa da minha insegurança e medo, ou se simplesmente tá tudo indo de frio a gelado. Eu geralmente prefiro pensar que é coisa da minha mente fértil, mas dessa vez, confesso que não tá funcionando muito bem.
Meu maior medo de amar era sofrer por isso, afinal a dor de amor machuca demais. E hoje tendo certeza do que realmente sinto fica complicado colocar o corpo e o psicológico em ordem, e pensar que não tem nada haver, e que a mensagem que não chega tem uma explicação.
Fora de casa com os amigos da pra enganar bem os pensamentos, mas ao chegar em casa aquilo cai como um peso de uma tonelada na sua cabeça, e é ai que a coisa realmente complica.
Sinceramente não entendo muito bem o que quis dizer, mas sei que não tá tudo bem comigo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tenho Dito

"Do lugar da onde despenquei, feito um anjo que morreu de raiva
Na queda eu me despedacei, mas eu já me permito mudar."

Ou você me ama ou você me odeia, comigo não tem esse papinho de meio termo. Se me amar, ótimo, pode ter certeza que se eu for com a sua cara, um dia irei retribuir o carinho de alguma forma. Mas se você me odeia, mesmo que eu te ame, eu irei retribuir o sentimento. A mesma mão que acaricia também pode machucar.
Não faço a minima questão de agir e escolher com intuito de agradar alguém, a única coisa que faço é ser eu mesma, doa a quem doer, custe o que custar.
Máscaras caem e dão mais trabalho que mostrar a verdadeira face, dou meus deslizes de vez enquando mas não deixo de pagar por isso, afinal, as decisões são minhas, mas as consequências, por consequência também são.
E não pense que porque eu te estendi a mão uma vez vou fazer isso sempre, espero que as pessoas sejam como eu e paguem pelos erros e escolhas mal feitas.
Os incomodados que se mudem, porque na verdade eu estou aqui pra incomodar. Não me rebaixo nem me humilho mais por nada nem ninguém, eu sou mais que tudo isso.
Ninguém nunca disse que viver seria fácil, mas aprendi que posso parar de complicar. Eu escolhi assim, e querendo ou não, é assim que vai ser. Eu dito as regras da minha vida. Não está satisfeito? A porta da rua é a serventia da casa.

E tenho dito.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Como a chuva

Na janela da cozinha sentia o vento de chuva típico de Novembro invadir meu corpo deixando meus cabelos completamente bagunçados e em mim um estado extremo de bem estar. Enquanto sentia o cheiro único que a chuva deixa e me permitia curtir aquele momento de paz em dias tão turbulentos, consegui colocar um pouco as idéias e ordem, e chegar a algumas conclusões.
Percebi que sou como a chuva, posso ser forte e avassaladora, com grandes ventanias raios e trovões aterrorizantes. Posso ser uma chuva gostosa de tomar, que proporciona aquela sensação de liberdade quando as gostas tocam o corpo, sem muitos raios e trovões, mais que dura horas e horas. Como também posso ser uma chuva de verão, aquela que você não sabe se vai ser cheia de raios e trovões, ou apenas proporcionar uma sensação gostosa, mais que vem tão rápido quanto vai.
Por isso você tem duas alternativas, ou você reclama porque está chovendo, ou você aproveita e curte cada gota que cai. A vida é feita de escolhas, e quem está na chuva é pra se molhar!